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Dê um livro de presente no Natal

O Livro Caderno de Ontem tem 90 narrativas curtas.Ainda que, existam os insistentes em rotular as prosas marcadas pelos signos comuns do autor(que escreveu muita poesia), como prosa poética,consta para mim, uma linguagem bem direta nesses relatos em cafés ou outros refúgios.Foram contos curtos escritos em 2006, inéditos até o momento. Leia um dos tantos contos com nome feminino como título: Valéria ...a cada dia uma mulher diferente, as pequenas flores circundavam as brancas maiores, pequenas e espiraladas, um estilizar de pétalas imitando o labirinto no vestido. Não há como evitar a ilusão de múltiplos caminhos - de todas as imagens, labirintos: espirais, angulares, retilíneos - detentores de no máximo duas ou três reais saídas, para os começos despercebidos. Sua maneira de ser todas as mulheres que ela era: superava expectativas e barreiras. O cabelo tinha cores metamórficas, brotadas de si mesmo. O tom do corpo era o da sua alma, alçando Vôo ou arre...

Sobre o Livro Em um Mapa sem Cachorros

JULIO ALMADA: ENTRE A TRADIÇÃO E A MODERNIDADE, A POESIA A poesia surgiu em tempos imemoriais e segundo a história do Ocidente teria se desenvolvido primeiramente na Grécia. Ela é uma forma de cantar a memória dos homens, de exprimir sua alma, suas emoções, suas visões de mundo. Toda vez que surge um novo poeta , o cantar da Humanidade se renova. Este é o caso de Julio Almada. Ele transita entre a tradição da poesia do séc. XIX ( Baudelaire) até chegar à poesia moderna de nossos tempos. Ele dialoga em seus versos com poetas do porte de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mario Cesaryni. Utilizando-se do manancial dos poetas ( as metáforas , rimas, aliterações, assonâncias, anáforas), constrói novas sonoridades e novas formas imagéticas em seus poemas. T. S. Eliot já dizia num famoso ensaio sobre poesia e sociedade, que a função social do poeta é renovar sua língua, é levar a seu povo uma nova forma de dizer as palavras, fazer com que surja uma nova...

Ajude o escritor e receba um livro eletrônico

Sou um Escritor independente transitando por várias expressões, inclusive o teatro e a música.Atuei como professor e tradutor literário.Estava trabalhando em uma empresa até Outubro do ano passado, porém fui demitido.Tenho Tentado continuamente um novo trabalho regular, mas atualmente tenho várias limitações para produzir e ter resultados financeiros com meu trabalho direto, devido a um problema de saúde mental que meu filho enfrenta há 4 anos. Há progressos e está realizando tratamento(mas ainda tem crises frequentes em trajetos,mesmo tratando-se de ir e voltar do tratamento e isso exige dedicação quase exclusiva.uma alternativa seria contratar um acompanhante terapeutico e isso custa bastante), preciso encontrar alternativas para dar continuidade ao tratamento, assistência a ele e sobrevivermos.Pago aluguel e todas as demais despesas.Tenho tido dificuldades com o transporte dele(ele tem crises dentro de onibus) pois isso causa transtornos e acabo tendo que dedicar-me em tempo ...

Caderno de Ontem em Curitiba

Lançamento em Curitiba Data:13/12/2015 Horário: 10:00 - 13:00 Local:Feira do Poeta - Largo da Ordem - Curitiba O Livro Caderno de Ontem - Livro de Contos Curtos, 102 páginas Este Livro tem em torno de 90 narrativas curtas, escritas na sua maioria, na livraria da travessa na travessa do ouvidor no Rio de Janeiro.Outras narrativas foram escritas em cafés aqui em Curitiba. São Textos de 2006. Leia um dos contos: Esperanças Uma grande fortuna é uma grande servidão. (Séneca) Pode a pá do ventilador, esquartejar minha solidão e, exterminá-la com sabedoria ou qualquer sábia demência? Ou minha queda entre um vão de pedra e os nefastos gritos ao redor: libertar-me do que sou e não gosto? É o tempo do medo da morte ser mais macabro que a própria morte. Julio Urrutiaga Almada ----------------------------------------------------------------------------------- Julio Urrutiaga Almada é poeta, professor, tradutor literário e dramaturgo. Transeunte do M...

Em um Mapa sem Cachorros

  Em um dia fúnebre Antes da hora Do Mês dito Agosto O prato do pranto Foi a flor que chora Frio e nunca no ponto O meu verso é dessa Forma: fugidio inexato O sangue não é lágrima Mas bóia no mesmo prato E eu de mim tudo perdi Ao olhar inconformado Os dias no calendário Rasgados e putrefatos Para dizer do tempo: venci E nunca de fato Ter o tempo segurado Umas vezes ele me prendia Nas outras me degolava E o sangue doce foi Uma mesa vazia De esperar e embaraço Tudo o que eu antes dizia Hoje me olha estupefato Frangalhos meu sonho inútil Outroras meus simulacros Nem fingir mais eu sei De tanto que me zombaram E se o verso me verte algo Me exaspera ser: enfático Sou a metade do caminho De um fim que nunca sabe A que veio aonde termina se depois de tanta armadilha Compensa todo vil pedaço. Julio Almada In Em Um Mapa Sem Cachorros O Livro custa apenas R$ 25,00(entregue em qualquer lugar do Brasil) ...

Súplica

Me ames. Farias o inevitável se o amor ponderado não fosse o imponderável se o amor não fosse o temporário se o impossível não fosse o necessário se meu sempre não fosse o embora. Julio Urrutiaga Almada

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Para o dia do Escritor

Querem enquadrar o escritor. Profissional ou não? O pior é a definição do que seja profissional. Aliás, vamos e venhamos, a sociedade está há muito compartimentada e dependente do que está abaixo e do que está acima. O sedimento social está desgrenhado. É muitos nem vão saber o que é. E muitos dos que presumem que sabem, dirão, ordem, ordem nessa oração: a sociedade precisa de escadas. Escavo por entre dicionários e vejo: profissão s. f. 1. Declaração pública. 2. Solenidade na qual alguém se liga por votos a uma ordem religiosa. 3. Ofício; emprego; ocupação; mister. de profissão: por estado: Um sábio de profissão; por hábito: Um mentiroso de profissão. profissão de fé: declaração pública da sua fé religiosa ou das suas opiniões políticas. profissão liberal: profissão intelectual cuja remuneração deve estar isenta de qualquer especulação. Bueno, alguma vez encontrei e depois estava estupefato: profissão: atividade que garante a sobrevivência. É interessante percer...
Saiu a nova edição do Livro Em um mapa sem cachorros de Julio Almada Peço que me ajudem compartilhando. Dependo bastante das vendas dos livros, em especial nesse momento em que estou passando por um problema de saúde na família: Meu filho está fazendo um tratamento e depende de mim(sou a única pessoa que o está assistindo). Isso limita a venda direta e a participação em eventos e por isso preciso vender na internet e conto com a ajuda para divulgar. E claro, aqueles que quiserem comprar o livro, enviem um e-mail para:almadalivros@gmail.com O texto de apresentação do livro está no blog: www.beira-do-caminho.blogspot.com.br
Desejo Quero nos teus olhos Perder a noção De finito. Dançar meus dedos Em teus cabelos, Seguindo a melodia Do teu encanto. E tanto Mais e quanto Doces seus lábios Possam ser! 1984 Julio Almada,Instantâneo Enlace
depois que aprendi o alfabeto comecei a inventar palavra no começo ela era quase nada, mas hoje é  tudo para mim.  Cada um tem seu próprio dialeto, quando  fala  com a voz do coração no começo nem mesmo era canção, mas  hoje é tudo para mim.  Em cada verso uma rima eu projeto, pra  fazer  a alegria do povão no começo era só por diversão, mas hoje é tudo para mim.  A gente aprende a falar pra falar de amor Meias palavras  não bastam ao bom entendedor.  Amor era só uma palavra, mas hoje é tudo  para mim. Edilson del Grossi
Esta cinza pálida. fria,enrijece, intimida Obtura silêncios em meu silêncio dita a luz é uma maneira de calar a rua Eu,imerso,diluindo em um calo morte vi de calçadas temperaturas surgindo o rosto nu do que sabia a infinitos Não há pior companhia que a minha mas é a única falta que me completa a distância do que não sou e o grito do estar a sós e só esperaria se a espera não fosse colo norte os mapas de peles passadas almiscarados sem máscaras mas não exalam o que sugeriam não inflamam o que queimaram não ruborizam o que marcaram não assaltam o que queriam imbuídos de findar-se foram-se findados imbuiram-se de amanhecer suas noites fortes de flamear seus dias turvos de enrijecer seus olhos moles de armar seus ritos rudes findos enfeiaram-se lindos e novos novidades sem sentido abriram seus músculos robados seus sorrisos próteses sas não palavras sinceras espadas parca esparramaram a fome poca pouco falada a fome pouco pouco saciada pouca gente ouvi falar e falava a fome p...
Mergulho “As mulheres começam por resistir aos avanços de um homem e terminam por bloquear a sua retirada” Oscar Wilde Medo estranho. Estranho sim. Diferente. Incomum. Suspeito que os medos apesar de freqüentes e íntimos e viscerais não pertencem à categoria das coisas comuns. Gosto de dicionários, vejamos o que um deles me diz: Comum adj. 1.Pertencente a todos ou a muitos. 2.Habitual, costumeiro. 3. Banal,Trivial. – O dicionário estava aberto e percorri sem medo, isto é importante, as muitas páginas que distanciam comum de medo naquele livro e, depois de ler a definição de medo ali contida, digo, é maior a distância dos dois no dicionário do que no correr dos dias – Medo sm. Sentimento de inquietação ante a vivência de uma ameaça real ou imaginária; receio, temor. Imaginária ou imaginário, mais perto de medo no dicionário do que comum, digo, do que a palavra comum. Imaginário adj 1. Que existe apenas na imaginação; ilusório...... Estranho: Povoando por primeira v...
Valéria “Parecemos tão livres - e estamos tão encadeados... “ ( Robert Browning) ...a cada dia uma mulher diferente, as pequenas flores circundavam as brancas maiores, pequenas e espiraladas, um estilizar de pétalas imitando o labirinto no vestido. Não há como evitar a ilusão de múltiplos caminhos - de todas as imagens, labirintos: espirais, angulares, retilíneos - detentores de no máximo duas ou três reais saídas, para os começos despercebidos. Sua maneira de ser todas as mulheres que ela era: superava expectativas e barreiras. O cabelo tinha cores metamórficas, brotadas de si mesmo. O tom do corpo era o da sua alma, alçando vôo ou arremessada. Os lábios de mordiscar-se acendiam rubras faces. E não havia movimento de dança mais inusitado do que a forma renovada de suas sobrancelhas. Nela vi e perdi de vista: muitas mulheres. Outonais ou primaveris, escandalizando ou escandalizadas e como não poderia deixar de ser, entre o modo de ninguém e de todas, havia no seu olhar a ...
Absinto Amanhecer sem madrugada Barco de fogo na tempestade Sol eclipsado Intimo grito de ecos Nau de um nauseado Toque rugoso da imensidade Órbita difusa no nada. Julio Almada do Livro Hora Tenaz
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A Trilogia de poemas Noite tigres é composta pelos Poemas Noite de Tigres, Tigre de Asas e Poema de Tigres. Esta trilogia já foi apresentada como performance teatral. É um percurso entre a natureza do homem e do Tigre. O Mistério, a luta e o amor. Receba o livro Noite de Tigres  em qualquer lugar do Brasil  por apenas R$ 20,00.    Envie um e-mail para: julioalmadaescritor@gmail.com
Héracles Ninguém sabe Degustar um segredo. Ele tem a cara De um Câncer. Ele tem o cheiro De um medo. Eu verto silêncios E aromas de baunilha Nesses dias entristecidos. Eu perambulo Pelos endereços Inábeis Dos tempos felizes. Eu sofro De amores voláteis Desandando A maionese dos magos. Flor de um asfalto retrátil Devorador de pernas dóceis E sonhos contidos. Esvoaço a vida Se esvoaçada Deixa-se. Falo a verve Descontrolada Dos abismos. Amo a febre Dos meus sentidos: Voz embargada. Desavisado sorrio Os dias me dilaceram Na sorte que anunciam. Dobro a esquina Cruzo o rio Sangro desaparecido. As mãos prenunciadas São a febre Das horas enraivecidas. O olho inerte É o remorso Do tempo vencido. A outra margem O rosto da correnteza cortada. Palidez é a cor mais selvagem a mim permitida. Morrer centenas De vezes e não Morrer sequer um dia: Trançado de vozes Calando As pedras velo...