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Franco-atirador Dor descascada é conto inútil: Desandou meu olho nu, há três dias. Minhas mãos tremulam sua falta de ossos. Ana ou Ela escapou pela fenda da sombra. Nem todo que fala nomeia. Nem todo que mente esquece. O oculto é um fel de segundos E a solidão me anoitece. Desdizer os fez imundos Verto água nessas falhas. Dedo certeiro: minha língua ferina. E o dia a dia : um açoite De tempo: desfeito faz tempo. Quem é o alvo do meu segredo? Quem é a flama de mim? Morro de novo e é cedo Volto de novo :não é o fim. Teu destino um assoalho brilhoso Um espelho de vozes fingidas. E o meu: abismo assombroso, De raízes e espadas antigas. Nesses tempos a dor é Nossa única trincheira O olho no olho, a fé Um disparo de vida inteira. Julio Almada
Nenhum Trem Os trilhos, vindos de promessas cumpridas ou decepções, cortavam o interior do país, com histórias para todos os gostos e desgostos e, invadiam a vista dos transeuntes com seu estar urbano, para presenciar como se traga a vida, nas cidades, sem se sorver seu sumo. Julio Almada do Livro caderno de Ontem
Quero uma TV de LSD O juízo final está com tempo contado, mas demorou muito e não sei entender a crise mundial.O que me plasma o coração, é saber que devo ver algo diferente que com frequÊncia me mostram as estaiticas mantidas pela audiência.A riqueza sofre sua asfixia, porque diariamente, para manter cada coisa em seu lugar, o que se produz,tarda a ver sua florescência. Julio Almada In De Olho: Embriagado
Paixão Quando teu amor Transpasse meu corpo E emudeça minha voz. Estarei eu aqui náufrago Desse instante voraz Todos teus poros em mim. Como tempestade: Desfazendo dois corpos Em alto-mar! Julio Almada In Instantâneo Enlace
Arde Arde en mi cuerpo La falta del tuyo. Hierve mi sangre Tus ojos cerrados Cierro los míos Escojo tús labios No los encuentro En dolor me abro Corto los nudos De la soga del tiempo Caigo en el abismo De tu silencio. Amo el amor que me sostiene Brillo en la sombra en que me quiere Arde hoguera no tenerte Cortame rama desearte Lejos mí cuerpo se deshace Al añorarte. Julio Almada In Arde
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Eu E Adriano Smaniotto estaremos no Café do paço da liberdade: 05/06/2010
Estado das Coisas Pele e ossos Cadê a vestimenta? Entre destroços Que a guerra ostenta. Olhos escurecidos Cadê a maquiagem? Entre feridos Que as armas coagem. Cabelos desgrenhados Cadê o Pente? Entre petardos Que caem de repente. Corpos desfigurados Cadê a compostura? Entre soldados Que vivem a aventura. Almas sem Corpos Cadê a Escritura? Entre mortos Que saem a procura. Julio Almada,Instantâneo Enlace
Fora de Moda Um bando de ovelhas negras Tosou o pastor de roupas brancas. Não precisa de pele nem alma: Quem tem as vestes tão alvas; Quem tem as falas tão brandas; Quem sabe por onde todos Têm o modo certo De chegar não sei onde; Deus me livre esperar Um julgamento. Eu que ainda não sou nem ovelha negra. Eu que de rebanhos Quero distância, E me visto Só com a alma: Que para viver de aparência Além do olhar maquiado, Sempre há um gasto de tempo. Quem vive muito: morre cedo. Julio Almada, Poemas Mal_Ditos
Historinha Comprei uma flor assassina Dessas que te grudam os espinhos Dessas que te olham de mansinho Dessas que nunca dizem jamais E foi em uma tarde de abril Eu: o homem de outubro Eu que maio esperava Para observar junho. Comprei uma flor assassina Diziam não perca a oferta. E hoje a noite é longínqua. E hoje a flor é incerta. E hoje –o amanhã do ontem- Me olha e me compra. Eu que dizia: não estou à venda. Eu de olhos abertos: Aparo com as mãos cortadas: Meu coração de desertos. Julio Almada do Livro Em um Mapa sem Cachorros Mais textos: www.bloguerocoisanenhuma.blogspot.com
Poema da Face                                                                          Para Serena Coltrane-Briscoe 1 Eu sou homem que cala Sei que sou fuga e solidão Mas disse que calo E nem isso faço Corro para pegar as palavras Até a mim embaraço Do que fujo? Do que calo. Queria dar nome às iras Retirar-me de minhas ilhas Gritar o nome do que sou Seja lá o que for. 2 Encarcerei o cão Ouço-o afiar Os dentes Na grade do meu coração. Ouço-o forçar as patas E o barulho do que ele é Cala o ruído do que sou Não o sinto, ouço-o. É de ouvido o meu ser Com ele. É de ouvir E de ensurdecer. E...
Fábula Amor, hoje era o dia da nebulosa Névoa dos meus olhos, falsa rédea, Do ver e não ver, brisa brilhosa Limbo do amargo desdizer e sorrir Amor, hoje cortei-me de azulejos e vidraças E fui feliz, distraído, enquanto a dor acenava Amora amarga o riso para mim negado No amor amorfo de nenhum entusiasmo Amor, hoje o silêncio era a garganta da Gritaria Os olhos cedidos no dia em que nasci, arenosos Senti amor,amor e a busca na tarde esvaindo O pulsar descontente do sangue que me fervia. Julio Almada
Livro Com a trilogia Noite de Tigres,Poema de Tigres e Tigre de Asas. Trabalho encenado em performance teatral. A natureza humana e animal entrelaçada, instinto,emoção e fogo:do espírito até o corpo. Um Grito com garras,suor e gemidos. Um Trecho do Poema de Tigres: Poema de Tigres "Tyger!Tyger!burning bright in the forests of the night, What immortal hand or eye Could frame thy fearful symmetry?" William Blake 01 As garras são meus olhos, Esses que eram de qualquer outro, E na ousadia de minha madrugada Os instalei de súbito em meu corpo. Olhos renascidos de não morrer Onde a morte lhes visita a gravidade. Leia mais: Mande um e-mail para julioalmada@gmail.com
Um Novo Conto do Caderno de Ontem no Bloguero: www.bloguerocoisanenhuma.blogspot.com
Rastros Si hubiera quedado En mi rastro de sangre Cualquiera de los ríos De tus tiernas miradas El rojo peregrino de mis venas Rosas dulces y pequeñas Tendria sembrado Hoy son aquellos colorados viajeros Dos enloquecidos sombreros De saliva y fuego quemado. Julio Almada In Arde
Hoje Ouvi um poeta vivo de sua própria boca e ele estava meio morto matando à queima roupa com a língua devolvendo o fogo da alma imenso: E estava meio falho E o faziam muito leve E Ele muito Denso: Dissolveu à flor da pele o vício daquele apelo. Julio Almada 
Asfixia Versificar é moer o grito Do não-sonoro com as mãos do ouvido. Estender a presa respiração e O suspiro. O desenho Invade a tesoura do infinito. Julio Almada In Beira do Caminho
Lo Que Dicen Ayer me dijeron amor y yo no escuchaba En otro dia la tristeza en otro alegria Cuantas cosas ya fui y ní palabra Hoy solo el recuerdo de tu mirada. Hoy solo ningun dia ní viernes Hoy esa arena triste en que me paro. Si bebo otra água no es nueva Yo que sé lo nuevo de lo viejo Yo que espio la madrugada Y cosecho em la oscuridad El renacer de las tinieblas, La luz semilla de ver com otros ojos Si es Martes o domingo otra historia Soy el hartar del tiempo explotado: Mi corazon, esa aguja, me despedaza. Ningun llorar. Ya no lo siento. Soy lo que me decian tus ojos Soy la mano tocando tu flor Sin cosechar y tengo en La idea, el aroma del intento De ser lo que yo nunca era Verde al mirar el ser de una flor Hambriento tocado por um porvenir Semilla cargando semilla del amanecer Y um hombre besado por su ardor Falta de la falta y ni tanto Pañuelo deshecho en el llanto. Julio Almada In Arde(Poemas de Amor en Español)
Sofri um acidente retornando de um evento na madrugada de 04/01 e passei por uma cirurgia do úmero fraturado em três partes com deslocamento do ombro:Ficarei ainda mais de dois meses com imobilização(estou entrando na segunda fase da recuperação, procedimento de retirada dos fios de aço e fisioterapia) e não poderei participar de eventos que são parte fundamental de meu trabalho. Então, farei uma publicação de um Livro selecionando poemas de vários livros meus e necessito da contribuição de todos para viabilizar isso. Pode contribuir com 5,00 com 10,00 ou mais se quiser. Enviarei um livro poemas mal_ditos ou Em um Mapa sem Cachorros para quem já tiver o mal_ditos por e-mail para todos que contribuirem! Se cada um ajudar com um pouco a meta logo será atingida,poderei enfrentar esse problema que ocorreu e todos poderão conhecer um pouco do meu trabalho recebendo um livro meu por e-mail com custo baixo!       Para Contribuir depositando na conta : Caix...
Como somos Infecundo nó, ou será fecundo, nas entranhas, Da terra fascinante, presa a nós? Corrente medula e somos sós, Milhões de sóis pequenos esfriando. A praia que farol longínquo De asas arenosas, erguidas. Verdes, são os olhos, que busco, Nesse mar de asas arenosas. A praia que lua transposta Fonte de surpresas inacessíveis. Águas ,crateras inexistentes, dos risos, Na distância, de suspiros intransponíveis. A praia que verso carrasco. Areias emigram, assim quero O mar , que deposite, os secretos Mistérios, nos olhos que trago. 1986 Julio Almada do Livro Instantâneo Enlace