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Sem palavras

Não há quadros imóveis para o olhar selvagem
E o teu olho me invade cavando lembranças
O silêncio inventado de nosso encontro
É o doce espanto do fim das palavras
Vestidas de novo de alvoroço...
Minha agonia é um novo dizer
Do que mesmo falado
Prende as palavras.
As águas rasas nos banharam.

Julio Almada do Livro Hora Tenaz

Comments

sueli aduan said…
Gostei muito.
"as asguas rasas nos banharam"

de uma delicadeza,mas ao mesmo tempo brutal.

parabéns

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