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Para o dia do Escritor

Querem enquadrar o escritor. Profissional ou não? O pior é a definição do que seja profissional. Aliás, vamos e venhamos, a sociedade está há muito compartimentada e dependente do que está abaixo e do que está acima. O sedimento social está desgrenhado. É muitos nem vão saber o que é. E muitos dos que presumem que sabem, dirão, ordem, ordem nessa oração: a sociedade precisa de escadas. Escavo por entre dicionários e vejo: profissão s. f. 1. Declaração pública. 2. Solenidade na qual alguém se liga por votos a uma ordem religiosa. 3. Ofício; emprego; ocupação; mister. de profissão: por estado: Um sábio de profissão; por hábito: Um mentiroso de profissão. profissão de fé: declaração pública da sua fé religiosa ou das suas opiniões políticas. profissão liberal: profissão intelectual cuja remuneração deve estar isenta de qualquer especulação. Bueno, alguma vez encontrei e depois estava estupefato: profissão: atividade que garante a sobrevivência. É interessante percer...
Saiu a nova edição do Livro Em um mapa sem cachorros de Julio Almada Peço que me ajudem compartilhando. Dependo bastante das vendas dos livros, em especial nesse momento em que estou passando por um problema de saúde na família: Meu filho está fazendo um tratamento e depende de mim(sou a única pessoa que o está assistindo). Isso limita a venda direta e a participação em eventos e por isso preciso vender na internet e conto com a ajuda para divulgar. E claro, aqueles que quiserem comprar o livro, enviem um e-mail para:almadalivros@gmail.com O texto de apresentação do livro está no blog: www.beira-do-caminho.blogspot.com.br
Desejo Quero nos teus olhos Perder a noção De finito. Dançar meus dedos Em teus cabelos, Seguindo a melodia Do teu encanto. E tanto Mais e quanto Doces seus lábios Possam ser! 1984 Julio Almada,Instantâneo Enlace
depois que aprendi o alfabeto comecei a inventar palavra no começo ela era quase nada, mas hoje é  tudo para mim.  Cada um tem seu próprio dialeto, quando  fala  com a voz do coração no começo nem mesmo era canção, mas  hoje é tudo para mim.  Em cada verso uma rima eu projeto, pra  fazer  a alegria do povão no começo era só por diversão, mas hoje é tudo para mim.  A gente aprende a falar pra falar de amor Meias palavras  não bastam ao bom entendedor.  Amor era só uma palavra, mas hoje é tudo  para mim. Edilson del Grossi
Esta cinza pálida. fria,enrijece, intimida Obtura silêncios em meu silêncio dita a luz é uma maneira de calar a rua Eu,imerso,diluindo em um calo morte vi de calçadas temperaturas surgindo o rosto nu do que sabia a infinitos Não há pior companhia que a minha mas é a única falta que me completa a distância do que não sou e o grito do estar a sós e só esperaria se a espera não fosse colo norte os mapas de peles passadas almiscarados sem máscaras mas não exalam o que sugeriam não inflamam o que queimaram não ruborizam o que marcaram não assaltam o que queriam imbuídos de findar-se foram-se findados imbuiram-se de amanhecer suas noites fortes de flamear seus dias turvos de enrijecer seus olhos moles de armar seus ritos rudes findos enfeiaram-se lindos e novos novidades sem sentido abriram seus músculos robados seus sorrisos próteses sas não palavras sinceras espadas parca esparramaram a fome poca pouco falada a fome pouco pouco saciada pouca gente ouvi falar e falava a fome p...
Mergulho “As mulheres começam por resistir aos avanços de um homem e terminam por bloquear a sua retirada” Oscar Wilde Medo estranho. Estranho sim. Diferente. Incomum. Suspeito que os medos apesar de freqüentes e íntimos e viscerais não pertencem à categoria das coisas comuns. Gosto de dicionários, vejamos o que um deles me diz: Comum adj. 1.Pertencente a todos ou a muitos. 2.Habitual, costumeiro. 3. Banal,Trivial. – O dicionário estava aberto e percorri sem medo, isto é importante, as muitas páginas que distanciam comum de medo naquele livro e, depois de ler a definição de medo ali contida, digo, é maior a distância dos dois no dicionário do que no correr dos dias – Medo sm. Sentimento de inquietação ante a vivência de uma ameaça real ou imaginária; receio, temor. Imaginária ou imaginário, mais perto de medo no dicionário do que comum, digo, do que a palavra comum. Imaginário adj 1. Que existe apenas na imaginação; ilusório...... Estranho: Povoando por primeira v...
Valéria “Parecemos tão livres - e estamos tão encadeados... “ ( Robert Browning) ...a cada dia uma mulher diferente, as pequenas flores circundavam as brancas maiores, pequenas e espiraladas, um estilizar de pétalas imitando o labirinto no vestido. Não há como evitar a ilusão de múltiplos caminhos - de todas as imagens, labirintos: espirais, angulares, retilíneos - detentores de no máximo duas ou três reais saídas, para os começos despercebidos. Sua maneira de ser todas as mulheres que ela era: superava expectativas e barreiras. O cabelo tinha cores metamórficas, brotadas de si mesmo. O tom do corpo era o da sua alma, alçando vôo ou arremessada. Os lábios de mordiscar-se acendiam rubras faces. E não havia movimento de dança mais inusitado do que a forma renovada de suas sobrancelhas. Nela vi e perdi de vista: muitas mulheres. Outonais ou primaveris, escandalizando ou escandalizadas e como não poderia deixar de ser, entre o modo de ninguém e de todas, havia no seu olhar a ...
Absinto Amanhecer sem madrugada Barco de fogo na tempestade Sol eclipsado Intimo grito de ecos Nau de um nauseado Toque rugoso da imensidade Órbita difusa no nada. Julio Almada do Livro Hora Tenaz
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A Trilogia de poemas Noite tigres é composta pelos Poemas Noite de Tigres, Tigre de Asas e Poema de Tigres. Esta trilogia já foi apresentada como performance teatral. É um percurso entre a natureza do homem e do Tigre. O Mistério, a luta e o amor. Receba o livro Noite de Tigres  em qualquer lugar do Brasil  por apenas R$ 20,00.    Envie um e-mail para: julioalmadaescritor@gmail.com
Héracles Ninguém sabe Degustar um segredo. Ele tem a cara De um Câncer. Ele tem o cheiro De um medo. Eu verto silêncios E aromas de baunilha Nesses dias entristecidos. Eu perambulo Pelos endereços Inábeis Dos tempos felizes. Eu sofro De amores voláteis Desandando A maionese dos magos. Flor de um asfalto retrátil Devorador de pernas dóceis E sonhos contidos. Esvoaço a vida Se esvoaçada Deixa-se. Falo a verve Descontrolada Dos abismos. Amo a febre Dos meus sentidos: Voz embargada. Desavisado sorrio Os dias me dilaceram Na sorte que anunciam. Dobro a esquina Cruzo o rio Sangro desaparecido. As mãos prenunciadas São a febre Das horas enraivecidas. O olho inerte É o remorso Do tempo vencido. A outra margem O rosto da correnteza cortada. Palidez é a cor mais selvagem a mim permitida. Morrer centenas De vezes e não Morrer sequer um dia: Trançado de vozes Calando As pedras velo...
Fora de Moda Um bando de ovelhas negras Tosou o pastor de roupas brancas. Não precisa de pele nem alma: Quem tem as vestes tão alvas; Quem tem as falas tão brandas; Quem sabe por onde todos Têm o modo certo De chegar não sei onde; Deus me livre esperar Um julgamento. Eu que ainda não sou nem ovelha negra. Eu que de rebanhos Quero distância, E me visto Só com a alma: Que para viver de aparência Além do olhar maquiado, Sempre há um gasto de tempo. Quem vive muito: morre cedo. Julio Almada do Livro Poemas Mal_Ditos
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Escritor Independente depende dos amigos para publicar!

Dependo particularmente neste momento da venda de livros publicados de forma independente. Preciso publicar uma nova tiragem do Beira do Caminho e estou oferecendo um livro enviado por e-mail(e-book) para quem contribuir com pelo menos R$ 10,00. Se houver um empresário ou pessoa interessada em contribuir com quantias maiores, poderei incluir nas cópias impressas os agradecimentos e/ou logotipo.Acesse a vakinha: http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=200769 ou mande um e-mail para : julioalmadaescritor@gmail.com
Só Voa quem de céu é feito! Texto de Julio Urrutiaga Almada Espetáculo encenado no Fringe por Jota EME e Dirigido por Guilherme Duraes Veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=J5LWGHB3op8 Quer levá-lo para sua cidade ou bairro? Mande um e-mail para julioalmadaescritor@gmail.com Peço aos amigos:Compartilhem! Obrigado
http://festivaldecuritiba.com.br/2013/espetaculos/ver/250/Experimental/So_voa_quem_de_ceu_e_feito Você não poderá ver a peça? Não tem problema: Estou oferecendo um Livreto com o texto da peça só voa quem de céu é feito. O Valor com a entrega nacional é Apenas R$ 12,00 Quem quiser mande um e-mail para julioalmadaescritor@gmail.com
Acesse e Compre os ingressos para a peça: http://festivaldecuritiba.com.br/2013/espetaculos/ver/250/Experimental/So_voa_quem_de_ceu_e_feito Se quiser: Estou oferecendo um Livreto com o texto da peça só voa quem de céu é feito. O Valor com a entrega nacional é R$ 13,00 Mande um e-mail para julioalmadaescritor@gmail.com
eu gostaria de te escrever um poema e eu sinto muito por não fazê-lo sinto muito esse poema que não me sai como teus olhos não me deixam ver nada mais. eu gostaria de te escrever um poema mais do que desejo morrer e isso muito desejo. Esse poema que não escrevo Essa morte que não me mata essa sorte do teu não beijo é corda que me desata: que me desata em pedaços em olhos cegos em brutos sonos que me desata em dias torpes que nem o whisky pode curar eu gostaria de te escrever um poema: olhar-te desaforadamente com as veias com a pulsação de minhas saudades com a saliva inconforme sem teu gosto com a risada fúnebre que não me rege. eu como o verbo amor essa hóstia de suor essa flamula de sangue essa pista de enxagues essa empoeirada foto eu como o verbo amor e como há dias teus olhos na foto que me ensinou eu gostaria de te escrever um poema mas só desenho uma saudade do dia que sem oi nem nada partimos um da vida do outro. Julio Urrutiaga ...