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Pensamentos Eu queria te dizer sinto saudades: sinto a dor das amarras: Eu queria dizer venhas logo: sinto a dor de que tu és outro: Eu queria te dizer esvoacemos a vida em algures: sinto a dor de que alguém decide. Eu queria te dizer da dor de meu corpo sem o teu: sinto a dor de ser um sem ser dois e ser dois sem nunca ter sido um. Julio Almada do Livro Caderno de Ontem
Castelos inventados e o grito que me acorda “La del alba sería cuando don Quijote salió de la venta tan contento, tan gallardo, tan alborozado por verse ya armado caballero, que el gozo le reventaba por las chinchas del caballo.” Miguel de Cervantes, Don Quijote de La Mancha As miragens no deserto: oásis projetados de água límpida e outras formas de acariciar o sofrimento e a solidão dos peregrinos e fugitivos: Existem antes ou sempre ou quase sempre esse suposto reino dos castelos inventados, onde o futuro do real está condenado se, a imaginação humana e o grito do pássaro que recusamos ser, forem aniquilados e sutilmente impedidos de beber água e beber tempo e dizer: o impossível é só um modo de chamar o imprescindível. Julio Almada In Caderno de Ontem
Mis cuchillos Hay un silencio en esa noche lo quiero reprochar. si nada escucho afuera la bulla de cualquiera adentro de mí está. Julio Almada
Dibujo de una sonrisa La calle, está de tarjetas, poblada De corazones, de materiales diversos Y llaman las olas del tiempo y la voz Del amado y amada. Yo poblado de recuerdos De cenizas hechas alas De corazas de otros miedos Y yo hecho tus ojos A lo lejos. De lábios ya no mios sino tuyos Y besos que huelen a secretos Somos uno en el vuelo Y dos niños jugando al dia En que nos queremos El dia ayer y hoy el dia Huyendo siempre del jamás. Julio Almada In Arde
O silêncio quis revelar seus segredos e, o fez, em 7 horas de um dia. Confessou sua face nas relações ou abismo, amor ou desamor, fim da palavra ou a palavra enfim. O Livro foi escrito em um só dia: 02/12/2005
Arde Arde en mi cuerpo La falta del tuyo. Hierve mi sangre Tus ojos cerrados Cierro los míos Escojo tús labios No los encuentro En dolor me abro Corto los nudos De la soga del tiempo Caigo en el abismo De tu silencio. Amo el amor que me sostiene Brillo en la sombra en que me quiere Arde hoguera no tenerte Cortame rama desearte Lejos mí cuerpo se deshace Al añorarte. Julio Almada en Arde
Medusa queria me Jantar Na minha cabeça tudo fazia qualquer grito inútil. Não tive escolha, muitos já disseram isso e eu não digo, escolhi e me arrependo. Escolhi ser tudo, síndrome do nosso tempo. Contestador e fiscal. E agora, as contas do Mês ou a razão da vez, qualquer crise no eclipse diário. Ela era o eclipse da minha vida, de quando em quando me apagava sempre. O telefone deixou de tocar, não vou atender, deviam ser meus superiores me cobrando postura mais adequada para a profissão que eu exercia, não gostaria de falar nisso agora, aliás naquele momento me trancou a respiração, não poderia falar nada. Os 20 passos até o banheiro foram acompanhados por uma dor aguda e uma loucura crônica.meu amor porque vc fez isso agora, pensei, enquanto a ulcera expeliu sangue suficiente para respingar todos os lados do banheiro e o espelho mostrando os lábios dela que diziam, olha o tecido do vestido que vou usar no nosso casamento.elegante no ve...
De Olho : Embriagado Conheci Junkies on the rocks Que tristes pareciam Na meia-noite do mundo Sem música e poesia Trash on the street E pó de nostalgia Andei mil lábios e nem desfaleci E quando de olhos abertos O mundo parecendo certo Mostrou-me o sangue, o fogo e a flor De pronto era Alice e o país das maravilhas Não passava e eu nem sabia De um conto de fados E uma cama para sempre vazia Na última sessão de fotos Um flash dilacerou Meu coração cansado Conheci Junkies on the rocks Em ruas que não eram minhas Em dias que me caçavam De volta às mesmas esquinas Quando a lua já desistia De iluminar sagas ensandecidas Hoje molho no pão vosso de cada dia Minha pena de securas estarrecidas Meu olho quase morto onze da manhã E alguém à espreita da minha fugitiva vida Um amor verso a verso retalhando Minha dor na qual ninguém mais acredita E os maus mal parando em pé Numa so...
Brilho de uma lua Desnuda a lua? Desnudos, estamos nós, Cobertos de alguns veludos, Tecidos longe da voz, Dos nossos, muitos sentidos. Nudez absoluta, Despidos do que já fomos. Luz seduzida. Réstia sem crisântemos. Nu seria bom, Achar-me, Entre os pertences, Ao qual pertenço. O imenso Que me pertence Ao desnudar-me. Julio Almada do Livro dos Silêncios
Textos no Bloguero: www.bloguerocoisanenhuma.blogspot.com
Paralelepípedos “Não ser amado é uma simples desventura. A verdadeira desgraça é não saber amar.” (Autor desconhecido) Cada um e sua maneira de mostrar-se descontente: de suar a tez incômoda e de contrair a face em gesto distante de um sorriso. Cada um e sua maneira de mostrar-se descontente: de suar a tez incômoda e de contrair a face em gesto distante de um sorriso. Cada um e seu modo de ser muitos, de ser outros e negar-se ser ele mesmo. Cada um e sua maneira de mostrar-se descontente: de suar a tez incômoda e de contrair a face em gesto distante de um sorriso. Cada um e seu modo de ser muitos, de ser outros e negar-se ser ele mesmo. Cada um e sua maneira de mostrar-se descontente: de suar a tez incômoda e de contrair a face em gesto distante de um sorriso. Cada um e seu modo de ser muitos, de ser outros e negar-se sempre . Julio Almada do Livro Caderno de Ontem
Correio Elegante Sinto muito Podes mudar: Tudo. Mas não O que sinto. E sinto, Sinto muito! Quando eu Mudar tudo, Nada, Do que possas mudar: Mudará o que sinto. Julio Almada do Livro Poemas Mal_Ditos
Máculas “A virtude, como os corvos, Faz seu ninho entre ruínas.” Anatole France Mordida de cachorro. Queda de montanha. Acesso de raiva. Queimadura. Agressão por objeto pontiagudo. Raspões. Ação de agentes corrosivos leves. Nenhuma bala havia deixado cicatrizes no meu corpo. A artilharia do destino se muniu de projéteis mais sutis: Desespero. Solidão. Amores camaleões. Rostos fingidos. Com o tempo tornei-me, colecionador de cicatrizes interiores. Julio Almada do Livro Caderno de Ontem
Te vejo aqui na Beira do caminho e te convido para visitar: www.bloguerocoisanenhuma.blogspot.com Um Blog para quem tem o diálogo no corpo!!! Um Abraço
“Ao ler, eu procuro um respiradouro…Se meu olhar escava entre as palavras, é para tentar discernir o que se esboça a distância, nos espaços que se estendem para além da palavra fim” (Calvino, Ítalo. 1999. Se um viajante numa noite de inverno . Trad. N. Moulin. São Paulo: Companhia das Letras). O livro Poemas Mal_Ditos, do poeta Julio Almada proporciona efeitos múltiplos. A cada nova poesia, a dualidade dos sentidos aflora, se avoluma e transborda em seus infinitos significados. A priori, o leitor mais precipitado, ávido por leituras superficiais, pode achar que o livro é construído em torno de clichês cansados. Mas, não se enganem, é ao contrário, construído com fervor, onde a intertextualidade com seus mestres, encena o jogo das palavras da liberdade e dos signos. Em cada verso há um pouco da medula óssea do autor. Suas palavras compõem, decompõem e recompõem sua voz lírica na árdua busca do fazer poético e de si mesmo. A angústia, a dr...
Poema Título do Meu Novo Livro : Em um mapa sem Cachorros Em um Mapa sem Cachorros Em um dia fúnebre Antes da hora Do Mês dito Agosto O prato do pranto Foi a flor que chora Frio e nunca no ponto O meu verso é dessa Forma: fugidio inexato O sangue não é lágrima Mas bóia no mesmo prato E eu de mim tudo perdi Ao olhar inconformado Os dias no calendário Rasgados e putrefatos Para dizer do tempo: venci E nunca de fato Ter o tempo segurado Umas vezes ele me prendia Nas outras me degolava E o sangue doce foi Uma mesa vazia De esperar e embaraço Tudo o que eu antes dizia Hoje me olha estupefato Frangalhos meu sonho inútil Outroras meus simulacros Nem fingir mais eu sei De tanto que me zombaram E se o verso me verte algo Me exaspera ser: enfático Sou a metade do caminho De um fim que nunca sabe A que veio aonde termina se depois de tanta armadilha Compensa todo vil pedaço. Julio Almada
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Em tempo Antes de esfacelar o lençol. Antes de quebrar o torniquete. Antes de mim... Antes: Nós dois. Ante os nós Um só Refletido olhar Sem nó. Julio Almada do Livro Hora Tenaz
Olhos Abertos Minha casa é feita de vento É feita de não ser minha. A vida que há por dentro É feita de ser sozinha. Julio Almada Do Livro Hora Tenaz